domingo, 10 de fevereiro de 2019


Ho Chi Minh 


Aterramos no Vietnam a meio da tarde, mas estivemos cerca de 1 hora à espera por causa do visto. É necessário um visto para entrar no Vietnam, e este deve ser pedido com antecedência. Para cidadãos franceses, ingleses e alemães, que fiquem menos de 15 dias no país não precisam de tirar o visto. De salientar também que se pagam 25 dólares americanos no momento de entrega do mesmo. Uma vez o visto dado, podemos dirigir-nos para a fila da emigração onde nos será então carimbado o passaporte.

E porquê o Vietnam? Ora bem, eu tenho um primo que está a trabalhar em Ho Chi Minh, de forma que a viagem já há muito que estava nos planos. De forma, que combinamos também com o seu irmão e a esposa para o irmos visitar. E assim um grupo de 3 passou a 6!

 Saigon River

Quando decidimos ir com o Zé, houve algumas questões que se puseram. Uma delas, que era válida para toda a Ásia, era se se deveria levar cadeirinha para o carro. Ora nós nunca alugamos carro, andamos sempre de transportes públicos, Grab ou taxi. E por isso optamos por não levar. 

Alguns taxis/Grab têm aquelas cadeirinhas elevatórias e apenas isso. Por isso, o Zé viajou sempre no meu colo e com o cinto posto. Confesso que não é de todo o melhor, ainda para mais sendo onde é. Já se sabe que a Ásia não é de todo conhecida pelo seu trânsito calmo! Mas achamos que uma cadeirinha só nos ia atrapalhar, porque é grande, pesada e mal jeitosa. 

Outra questão que nos posemos, foi o uso do carrinho em Ho Chi Minh. Já sabia, de informações dadas pelo meu primo, que os passeios na cidade além de estarem em muito mau estado, eram muitas vezes usadas pelas motas. E realmente é verdade. 


De maneira que no primeiro dia, após pousarmos as malas, apanhamos um taxi para o centro para irmos jantar. Jantamos no Vietnam House Restaurante e depois fomos passear um pouco pelo centro. Atendendo ao que me tinham dito, não levei o carrinho, e... arrependi-me. Levei o marsúpio a pensar que seria melhor, pois bem, não foi. Com a humidade eu transpirava o dobro e o Zé também. Além disto, como ele estava cansado, para dormir não era a melhor posição, e no final ganhei umas boas dores de costas! Eram sempre cerca de 11kg extra!

Ópera de Ho Chi Minh

Bitexco Financial Tower

Conclusão: uma vez chegados a casa, o marsúpio voltou para o fundo da mala. 

No próximo post, falarei sobre a visita ao Palácio da Independência e ao Museu da Guerra. 


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Kuala Lumpur


No terceiro dia apanhamos o grab para a cidade de Putrajaya. Esta cidade encontra-se a cerca de 25 Km a sul de Kuala Lumpur, e é a capital administrativa da Malásia. Uma curiosidade é que foi fundada a 19 de Outubro de 1995, tornando-a assim na capital mais nova do mundo. 



 Esta cidade foi construída à beira de um lago (artificial), realçando a arquitetura mongol, e claro está a ornamentação islâmica.
Ao longo de uma grande avenida e atravessando a Putra Bridge chegamos a Putra Square, uma praça circular de 300 metros, onde podemos também encontrar a Mesquita de Putra.

Mesquita de Putra

Atravessando esta praça poderemos ver mais à frente Perdana Putra, o edifício onde se encontram os escritórios do primeiro-ministro da Malásia. 


Felizmente, ou não, no dia que visitamos esta cidade, não havia muita gente porque era feriado nacional, para comemorar o aniversário de um profeta muçulmano. Acontece que só tínhamos o McDonald’s aberto para almoçar. E não, para mim isso não é uma boa noticia. McDonald’s, não é de todo a minha comida de eleição. 
Como mãe prevenida, levava na mochila umas comidas de bebé pré-feitas para o Zé não passar fome, mais uns purés de fruta e iogurtes (daqueles que não precisam de estar no frigorifico). 

Regressamos ao hotel depois de almoço, e visto que o Zé tinha dormido na viagem optamos por voltar ao mercado de China Town. Já se está mesmo a ver porquê! Mulheres e compras! Acontece, que fomos presenteados com uma boa descarga de água. 

Ao fim da tarde, e apanhando desta vez o metro, fomos novamente até aos jardins das Petronas, para assistir ao espetáculo de repuxos, luzes e musica que ocorre ao anoitecer. Jantamos um Sushi bastante bom num dos restaurantes do shopping e o Zé teve direito também ao seu par de pauzinhos, com os quais decidiu armar-se em baterista!!!



No quarto e último dia, depois do pequeno almoço e antes de fazer o chek out fomos finalmente aproveitar um pouco daquela piscina maravilhosa no topo do hotel. Questionam-se vocês: só no último dia? Pois... quando se quer conhecer ao máximo é assim mesmo. E na verdade, a piscina é bonita nas primeiras horas da manhã, quando não há ninguém, porque depois começa a chegar toda a gente a lutar pela melhor foto!




Malas e chek out feito, toca de voltar ao aeroporto para o próximo destino... Uma pista: fica a pouco mais de 1 hora de voo! 

domingo, 3 de fevereiro de 2019


Kuala Lumpur


No segundo dia por Kuala Lumpur, começamos por visitar o parque dos pássaros com cerca de 3000 espécies de aves.
Tivemos a sorte (ou azar!) de estar presente no momento da alimentação dos mesmos, o que nos fez estar parados sem poder avançar uns bons 20 minutos, porque corríamos o risco de ser "atacados" pelas cegonhas que por ali esperavam a sua refeição. 
Fora isto, é um excelente parque para se visitar com crianças e com bons acessos.

Hora do almoço, todos os dias às 12:30



Após o parque dos pássaros, atravessamos a rua e fomos até ao jardim botânico das orquídeas e dos hibisco, que tem entrada gratuita. Também com bons acessos para quem for com carrinho de bebé. Algo que nos foi dito antes da visita, foi que a orquídea é originária de Singapura e o hibisco da Malásia. 
Também não muito longe do Jardim Botânico, existe o parque das borboletas, que não visitamos porque já estava na hora de almoçar.

Vista do Jardim Botânico sobre a cidade


Hibisco 

Para almoçar fomos até ao Restoran Rebung Dato Chef Ismail, que não ficava muito longe do Jardim Botânico. Se querem comer algo típico não ha melhor lugar. O almoço é servido num buffet e portanto pode-se experimentar de tudo ( é preciso saber o que é!). O preço é bastante acessível, mas com crianças que ainda não comam de tudo ou que são esquisitas, aconselho a levar algo de casa. No entanto, como já referi no post anterior: ha arroz! E fruta, incluindo melancia!

Da parte da tarde, enquanto o baby fazia a sesta no carrinho, aproveitamos por visitar a cidade a pé, que a meu ver é como se conhece melhor. 
Visitamos China Town e o seu mercado (boas compras por lá, é preciso é saber negociar!), e uma mesquita a Jamek Mosque, que é bastante conhecida pelos seus espetáculos com os repuxos de água ao inicio da noite.   

China Town 


Jamek Mosque

Terminamos o dia no centro comercial Suria KLCC, que fica nas Torres Petronas, para jantar, mas não sem antes aproveitar para passear nos jardins que envolvem estas torres.



Torres Petronas


No próximo post falarei da visita a Putrajaya, capital administrativa da Malásia. 

sábado, 2 de fevereiro de 2019


Kuala Lumpur


A primeira grande viagem do nosso rebento foi até à Asia, na segunda quinzena de Novembro de 2018. 

Torres Petronas

Quando disse que ia fazer esta viagem e que o Zé ia conosco houve muita gente a ficar de boca aberta e só faltava mesmo nos chamarem de loucos! Onde é que já se viu ir para o outro lado do mundo com uma criança que nem 1 ano e meio tinha? Está claro que quando decidimos fazer a viagem tudo foi pensado ao mais pequeno pormenor. Marquei consulta do viajante e consulta com a pediatra e em ambos os locais nenhum médico nos disse para não ir. Fica a informação que após o primeiro ano o bebé pode realizar a vacina da Hepatite A, que era uma das indicadas a fazer quando se viaja para esta zona do mundo. 
Depois é preciso seguir os conselhos de usar repelente adequado à idade do bebé, de evitar andar na rua de madrugada e ao anoitecer ou então usar roupa leve e fresca que nos cubra a carninha para evitar sermos devorados pelos malditos mosquitos. Estes conselhos são válidos para nós e para as crianças!
Algo importante também, é levar uma pequena farmácia, para todos os membros da família. Já se sabe que as gastroenterites existem em todo o lado, por isso não custa levar conosco o que já usamos no nosso dia-a-dia quando nos surgem estas maleitas! 
Também levei comigo umas pastilhas para desinfetar a água, caso fosse necessário, mas que não cheguei a usar.
Escusado será dizer, que levei a mala de porão carregada com comidas de bebé, leite, compotas e iogurtes. Conselho: não é necessário. Encontram tudo, e de marcas conhecidas (bledina, por exemplo) numa grande maioria de supermercados asiáticos. Levem o necessário para a viagem, e depois... ha sempre arroz! E se forem como o Zé: sumo de melancia!


Agora voltando à viagem em si, da qual vou apenas falar do primeiro dia, que este post já vai longo ;)
 Basicamente, no primeiro dia, chegamos a Kuala Lumpur ao inicio da tarde após uma escala no Dubai. Voamos com a Emirates, companhia que gosto e muito atenciosos com as crianças (oferecem imensos brinquedos e também tem comida a bordo para elas).
Uma vez em território asiático, toca de instalar a aplicação Grab, que é a Uber lá do sitio. Gostei bastante da aplicação, e dá bastante jeito, sendo que é possível pagar em dinheiro no final da viagem. 


Ficamos hospedados no Hotel Face Suites que tem uma vista excelente sobre as Torres Petronas com a sua piscina no topo!


Se poderem, recomendo este hotel. Encontram ofertas mais baratas na cidade, claro. Este ronda os 100€ a noite com pequeno-almoço, sendo que estamos a falar de um apartamento. Tem uma cozinha e uma sala enormes, casa de banho com máquina de lavar e secar roupa (com detergente incluído!), dressing e quarto com uma cama de casal enorme. Providenciam o berço, basta pedir no momento da reserva. O staff é muito simpático e prestável e o pequeno-almoço é também muito bom. Optamos por apartamento, porque com uma criança se torna mais fácil no que toca a refeições, sendo que se pode também poupar sempre um bocadinho!
Neste dia, apenas saímos para jantar e subir ao topo do hotel para ver as Torres iluminadas e fomos dormir, que a viagem foi longa. No próximo post conto um pouco mais da visita à capital da Malásia.



Criar um blog de viagens... sim ou não? 




Esta foi uma questão que me coloquei diversas vezes... e, embora a resposta fosse mais vezes positiva do que negativa, a criação do mesmo estava a tornar-se difícil. E porque? Pois é... o tempo é limitado! 



Portanto, hoje é o dia, achei que não dava para adiar mais, sobretudo quando já começava a ter várias pessoas a dizer-me que não era má ideia criar um blog. Contudo, a criação deste blog não é só para vos falar das viagens que realizo, é também para "ajudar" aqueles que tal como nós gostam de o fazer e... tchan tchan tchan tchan... têm filhos! Sejam eles bebés, crianças, adolescentes...



Ilha das Flores (Maio 2018)

Para começar, vou falar um pouco de mim. Chamo-me Rita, tenho 30 anos, vivo em França desde 2011, sou enfermeira de bloco, casada e com um bebé de 1 ano e meio e adoro viajar com os meus rapazes!

Basicamente, as minhas viagens antes de vir para França eram apenas pelo nosso magnífico Portugal. Foi quando emigrei para trabalhar em França que comecei a viajar mais. A minha grande primeira viagem foi a Israel e Suíça com uma grande amiga minha, em 2011. Depois disso conheci um pouco do sul de Espanha numa roadtrip com a minha irmã, mas foi depois que conheci o Pedro, o meu marido, que as viagens se tornaram mais frequentes!



Com ele conheci Itália, Escócia, Holanda, Nova Iorque, Islândia, Nova Zelândia, Austrália, Bali, Tailândia e Dubai (acho que não me esqueci de nenhuma!) e Marraqueche com as amigas para a despedida de solteira. Mas não é destas viagens que vou falar aqui, pelo menos para já! Talvez um dia, quando o meu piolho Zé já andar na faculdade e tiver mais tempo para estas coisas!



O que eu vos quero falar aqui (e o post já vai longo), é que o facto de termos um bebé connosco não nos impediu em nada de continuar a conhecer o mundo. Ouvi muitas coisas quando engravidei: "agora as viagens ficam para segundo plano"; "viajar com bebés é complicado, mesmo França-Portugal"... e por aí a fora. Nunca liguei a estes comentários. Um filho não é um empecilho, é parte de nós. Ao viajar connosco, torna-se um ser mais sociável, mais aberto a novas culturas, costumes e gastronomias. E não sou eu quem o diz, há estudos que o comprovam. Viajar enriquece-nos e une-nos mais como família. 

O Zé começou a viajar de avião no dia em que fez 1 mês de vida, para regressarmos a França. Depois disso já conhecemos alguns países da Europa e da Ásia! 

Koh Lipe (Novembro 2018)

Se foi complicado? Diria que não, ha sempre contratempos, mas foram bem superados e as viagens foram sempre muitos bem aproveitadas. 

E é claro que já ha viagens programadas para este ano... ate lá, vou falando das viagens já realizadas! ;)